Revelações de Livânia em depoimento deixam “coletivo girassol” apreensivo

3 maio 2019

Há três meses o governo e o PSB estão nas cordas. As más notícias não param desde o dia 1° de fevereiro, quando foi deflagrada a operação Calvário na Paraíba que cumpriu mandados de busca e apreensão e prendeu Leandro Azevedo, o assessor de Livânia Farias que delatou o esquema de desvio de recursos da Saúde para beneficiar agentes públicos e que também teria bancado campanhas políticas.

É muita pressão! É compreensível que o governador João Azevedo dê resposta indelicada a quem tem a coragem de perguntar se teme perder o mandato ou se a demissão dos secretários investigados pela Calvário, e que formavam o núcleo mais confiável do ex-governador Ricardo Coutinho, significa que estão com relações estremecidas. “Não existe isso não, talvez seja a vontade de alguns, como você”, disparou.

E isso foi antes do TCE apontar superfaturamento de R$ 3,7 milhões em contrato da Cruz Vermelha com empresa Gastronomia Nordeste Comércio de Alimentos Ltda., que fornece alimentos para o Hospital de Trauma; e do conselheiro Fernando Catão defender que além do gestor da OS, Milton Araújo, sejam responsabilizados os gestores da Secretaria de Saúde, “omissos e coniventes com o descalabro das despesas que acontecem ao largo do controle social”, destaca publicação da coluna da Jornalista Lena Guimarães, do Jornal Correio da Paraíba.

O TCE ainda emitiu alerta ao Governo em relação as gestões da Maternidade e do Hospital Regional de Patos, cuja OS contratada, o Instituto Gerir, atrasou fornecedores e salários de servidores, comprometendo atendimento. Foi firmado TAC entre o Estado, MPC, MPT e MPPB para evitar colapso nos serviços, mas a auditoria encontrou lapsos que elevariam “risco de perpetuação da gestão precária”.

E as notícias que geram as maiores expectativas ainda estão por vir: as relacionadas as revelações que Livânia Farias possa ter feito em seus depoimentos ao Gaeco/MPPB, responsável pela Operação Calvário.

Até aqui, nenhuma medida foi solicitada à Justiça com base em informações dela. Nenhum dos 18 mandados de busca e apreensão desta última fase da Calvário foi fundamentado com revelações que tenha feito. Nem mesmo a prisão de Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro, ex-assessora de Gilberto Carneiro (ex-PGE), de quem seria próxima.

O que Livânia contou não foi irrelevante, porque garantiu um acordo. Por isso o climão. Só a oposição anda rindo à toa.

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