Paraibano está no epicentro de um escândalo do roubo de peças de Picasso

9 out 2017

Um paraibano radicado em Paris, há 35 anos, está no epicenteo de um dos maiores escândalos de roubo de obras de Picasso, algo avaliado em R$ 100 milhões. Flávio Capitulino, um dos mais celebrados restauradores do mundo, é personagem (do bem) do caso, por ter restaurado duas das telas de Picasso, que a Polícia suspeita terem sido roubadas de um acervo da enteada do pintor.

Capitulino já foi ouvido várias vezes na condição de testemunha e não tem dúvida que os quadros foram roubados da enteada de Picasso pelo empresário Olivier Thomas, que repassou as telas para o colecionador russo Dimitri Rybolovlev. Dimitri é o proprietário do clube de futebol Mônaco, um dos maiores da França.

Mansão em Campina – Natural de Sousa, Capitulino decidiu, há dois anos, construir uma mansão em pleno bairro do Pedregal em Campina Grande. A construção conta até com heliponto para pousar a aeronave do restaurador, avaliado em mais de R$ 3 milhões.

Faxina – Quando deixou a Paraíba e foi morar em Paris no ano de 1982, Capitulino chegou fazer faxina, cuidar de bebês e dançar lambada com boneca de pano na porta do Beaubourg, o principal centro cultural francês, para ganhar a vida. Levava US$ 50 e não sabia pedir um copo d’água em francês. Hoje, é um milionário das artes.

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